A temporada de <b>resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26)</b> está em pleno vapor, e o setor de <b>siderúrgicas</b> figura como um dos mais observados. Grandes players como Usiminas (USIM5), Gerdau (GGBR4) e CSN (CSNA3) preparam-se para divulgar seus balanços, com expectativas otimistas pairando sobre suas operações de aço. Analistas de mercado apontam para uma melhora substancial nas margens e nos volumes, impulsionada por preços realizados mais elevados e um mix de produtos mais favorável. Enquanto a Usiminas inicia a divulgação no dia 30 de julho, seguida pela Gerdau em 04 de agosto e a CSN em 12 de agosto, o consenso é de um desempenho robusto para as companhias de aço, especialmente em comparação com outros segmentos de commodities.
O cenário para as siderúrgicas no 2T26
A temporada de divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026 está intensificando-se, e o setor siderúrgico emerge como um dos grandes destaques. As projeções de diversas instituições financeiras convergem para uma perspectiva mais construtiva para as companhias de aço, em contraste com o cenário mais desafiador enfrentado pelas mineradoras. Analistas apontam que a recuperação operacional, a valorização dos preços e a melhoria da demanda em mercados estratégicos serão os pilares do desempenho positivo das siderúrgicas. Enquanto as empresas de mineração continuam a lidar com a pressão da queda nos preços de commodities metálicas e o aumento dos custos, o segmento de aço parece pronto para capitalizar sobre um ambiente de mercado mais favorável. A expectativa geral é de um crescimento sequencial do Ebitda, com o aumento do poder de precificação e volumes elevados superando a inflação de custos, ainda que sobre uma base de comparação do trimestre anterior.
Melhoria das margens e volumes
A sustentação para o otimismo em relação às siderúrgicas reside na expectativa de margens operacionais aprimoradas. Este avanço é atribuído principalmente a dois fatores: a concretização de preços realizados mais altos no mercado e um mix de produtos mais vantajoso. As companhias têm conseguido repassar aumentos de custos e otimizar suas vendas com itens de maior valor agregado. Adicionalmente, o aumento nos volumes de vendas, tanto no mercado doméstico quanto em operações internacionais, contribui significativamente para a expansão do Ebitda. Mesmo diante de uma base de comparação fraca do trimestre anterior, a capacidade de precificação e o incremento nos volumes devem impulsionar um crescimento robusto, demonstrando a resiliência do setor e sua capacidade de adaptação às dinâmicas de mercado.
Gerdau (GGBR4): forte desempenho impulsionado pela América do Norte
A Gerdau (GGBR4) é consistentemente apontada como um dos grandes destaques do setor siderúrgico para o 2T26. As expectativas são de resultados sólidos, com um crescimento sequencial do Ebitda. O principal motor desse desempenho deve ser, mais uma vez, as operações da companhia na América do Norte. Nessa região, a empresa se beneficia de volumes e preços robustos, especialmente nos segmentos de perfis estruturais e barras comerciais. Paralelamente, o mercado brasileiro também deve apresentar um ambiente ligeiramente melhor, contribuindo para o resultado consolidado. A valorização dos preços do aço no México, Brasil e Estados Unidos reforça a tese de um trimestre forte para a Gerdau, evidenciando a diversificação geográfica como um pilar de sua performance.
Projeções de EBITDA e fatores-chave
As projeções para o Ebitda da Gerdau no 2T26 são encorajadoras. Análises de mercado preveem um Ebitda de aproximadamente R$ 3,28 bilhões, representando uma alta de 11% em relação ao trimestre anterior. Essa elevação é justificada pela melhora das margens tanto no Brasil quanto na América do Norte. No mercado brasileiro, a margem Ebitda pode alcançar 9,7%, um avanço de 0,5 ponto percentual, impulsionado por um mix de produtos mais favorável e um aumento de 3,5% nos preços domésticos. Na América do Norte, a expectativa é que a margem avance para 25,5%, um incremento de 1,4 ponto percentual, refletindo uma sazonalidade favorável e a elevação de 4% nos preços em dólar. Outras análises reforçam a visão de crescimento, projetando expansão de 7% no Ebitda da América do Norte, apoiado por maiores embarques e redução de custos, e uma expansão de 15% no Ebitda do Brasil, sustentada pelo aumento de embarques e preços realizados.
CSN (CSNA3): desafios na mineração compensados pelo aço
Para a CSN (CSNA3), o cenário previsto para o 2T26 é mais matizado, refletindo a diversidade de suas operações, que incluem aço, mineração, cimento e energia. Espera-se que a queda no desempenho de sua divisão de mineração seja quase totalmente compensada pelos resultados mais robustos de suas operações de aço e outros negócios. Analistas de mercado estimam um Ebitda consolidado de aproximadamente R$ 2,53 bilhões, embora outras projeções apontem para um valor ligeiramente menor, próximo a R$ 2,3 bilhões, com uma retração trimestral devido ao desempenho mais fraco das divisões de mineração e energia. A dicotomia entre os segmentos ressalta a importância da performance da divisão de aço para mitigar os impactos negativos do portfólio.
Análise das divisões de aço e mineração
A divisão de aço da CSN deve apresentar um desempenho notável no segundo trimestre. O Ebitda esperado para este segmento pode atingir R$ 572 milhões, um aumento expressivo de 45% em comparação trimestral, com uma margem de 9,7%. Este crescimento será impulsionado por um aumento de 9% nos volumes vendidos no mercado doméstico e uma elevação de 5% nos preços. Em contrapartida, a divisão de mineração da CSN enfrenta um ambiente mais desafiador. Projeções indicam um recuo de 35% no Ebitda da mineração em relação ao trimestre anterior, chegando a R$ 900 milhões. Essa pressão é atribuída principalmente ao aumento dos custos de frete e à contínua queda nos preços do minério de ferro. A análise destaca que o fluxo de caixa também pode ser impactado negativamente pela performance da mineração, que representa uma parcela significativa da receita da companhia.
Usiminas (USIM5): expectativa de resultados sólidos
A Usiminas (USIM5) é outra empresa do setor siderúrgico que se posiciona entre os destaques positivos para os resultados do 2T26. Embora detalhes específicos sejam mais escassos nas análises disponíveis, o consenso geral é de que a companhia se beneficiará das mesmas tendências de mercado observadas para a Gerdau e o segmento de aço como um todo: preços realizados mais altos, um mix de produtos mais favorável e a melhoria das margens operacionais. A Usiminas, que será a primeira das grandes siderúrgicas a divulgar seus números – antes da abertura do mercado no dia 30 de julho –, é esperada para apresentar uma melhora em suas margens, consolidando a visão construtiva para o setor. A recuperação da demanda e a gestão eficiente de custos devem ser fatores-chave para seu desempenho robusto no trimestre, alinhando-se à performance otimista do setor.
Perspectivas gerais e conclusão
Em suma, o segundo trimestre de 2026 projeta um cenário favorável para as principais siderúrgicas brasileiras. Gerdau, CSN e Usiminas estão preparadas para capitalizar sobre um ambiente de mercado que favorece o setor de aço, com margens em ascensão, volumes de vendas crescentes e um poder de precificação mais robusto. Enquanto desafios persistirão para as operações de mineração em empresas diversificadas como a CSN, a força do segmento de aço deverá atenuar esses impactos, demonstrando a capacidade de gestão e adaptação dessas companhias. A resiliência e a capacidade de adaptação dessas empresas em um cenário econômico dinâmico reforçam a expectativa de resultados promissores, solidificando a posição das siderúrgicas como um ponto de otimismo na temporada de balanços, e merecendo a atenção dos investidores.
Perguntas frequentes (FAQ)
<b>1. Quais fatores estão impulsionando o bom desempenho das siderúrgicas no 2T26?</b><br>O desempenho positivo é esperado devido a preços realizados mais altos, um mix de produtos mais favorável, aumento nos volumes de vendas e a recuperação da demanda em mercados estratégicos.<br><br><b>2. Qual a principal diferença entre as expectativas para siderúrgicas e mineradoras neste trimestre?</b><br>As siderúrgicas devem se beneficiar de uma recuperação operacional e preços favoráveis, enquanto as mineradoras enfrentam um cenário desafiador com queda nos preços de commodities metálicas e pressão de custos.<br><br><b>3. Como as operações na América do Norte contribuem para os resultados da Gerdau?</b><br>As operações na América do Norte são esperadas para serem um motor de crescimento para a Gerdau, impulsionadas por volumes e preços sólidos do aço na região, além de uma sazonalidade favorável.<br><br><b>4. O que se espera para a divisão de mineração da CSN no 2T26?</b><br>A divisão de mineração da CSN deve apresentar uma retração no Ebitda, pressionada pelo aumento dos fretes e pela queda nos preços do minério de ferro, o que contrasta com o bom desempenho da divisão de aço.
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Fonte: https://www.infomoney.com.br